Cannabis Medicinal

Outubro Rosa: mês de conscientização para o controle e prevenção do câncer de mama e como a cannabis pode ajudar nessa luta

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O Outubro Rosa é conhecido como Movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama e foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure.

Seus objetivos são compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade causada por esta patologia.

Essas ações são de extrema importância, uma vez que, difundir informações sobre fatores de proteção e detecção precoce do câncer de mama faz com que as chances de cura aumentem significativamente.

Este é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres. Em 2018 foram mais de 59.000 casos novos e aproximadamente 15.000 mortes no Brasil, segundo dados do INCA.

Estudos têm demonstrado o potencial terapêutico da cannabis na oncologia para além de suas conhecidas indicações paliativas.

Isso porque uma crescente base de evidências tem mostrado que os canabinoides têm potencial para atuar na atividade antitumoral, por diferentes mecanismos de ação.

É o que revela matéria publicada na versão impressa (Fevereiro de 2019) do site especializado no assunto OncoNews, cujo teor transcrevemos:

“Depois de inúmeros estudos pré-clínicos em linhagens celulares e modelos animais, uma emergente base de evidências começa a despontar, indicando que o uso de canabinoides na oncologia pode ter impacto no tratamento de diversos tipos de câncer, através de diferentes mecanismos de ação.

Em tumores do sistema nervoso central, os primeiros resultados de investigações clínica impressionam e devem estimular novas pesquisas. Estudo clínico de fase II que avaliou 21 pacientes com glioma cerebral mostrou que aqueles tratados com uma combinação de THC, Canabidiol e temozolomida tiveram taxa de sobrevida de 83% em um ano em comparação com 44% dos pacientes do grupo controle. A mediana de sobrevida foi superior a 662 dias versus 369 dias entre os que não receberam o canabinoides (NCT01812603).

Na oncologia mamária, a expressão de receptores canabinoides varia entre os diferentes subtipos histológicos, mas estudos pré-clínicos in vitro e in vivo apontam benefícios no uso de canabinoides em tumores de HER2 e no câncer de mama triplo negativo.

No Brasil, os dados encorajadores não chegam ainda a motivar o ambiente de pesquisa e menos ainda parecem empolgar o prescritor. É que apesar das promessas e dos benefícios documentados com o uso de canabinoides na oncologia, sobram questões sem resposta, como o papel do sistema endocanabinoide na carcinogênese, seu impacto no sistema imune e em células nervosas. Avançar na qualidade da evidência e fomentar as pesquisas são desafios que convidam instituições, médicos e pesquisadores a um novo olhar sobre o uso de Cannabis e canabinoides no tratamento do câncer, para além das indicações paliativas”.

Mais adiante a publicação destaca a importância do Sistema Endocanabinóide na questão. Vejamos:

É ancestral o uso da Cannabis para fins medicinais, mas foi apenas na década de 1990 que a descrição do sistema endocanabinoide deu novo impulso às pesquisas, com a identificação dos receptores CB1 e CB2. Agora, estudos recentes mostram que canabinoides desempenham papel na tumorigênese e que agonistas desses receptores podem representar uma abordagem promissora no tratamento do câncer.

Dados provocadores da combinação de quimiorradiação, PCV (procarbazina, lomustina, vincristina) e Canabidiol (CBD) no tratamento do glioma de alto grau estão em estudo de caso publicado em janeiro de 2019 por pesquisadores brasileiros. Os resultados apresentados em artigo de Dall’Stella et al, do departamento de neuro-oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, revelam respostas clínicas e por imagem que não costumam ser vistas com esquemas terapêuticos convencionais. “Esta observação pode destacar o efeito potencial do CBD de melhorar as respostas de quimiorradiação”, descrevem os autores. “A farmacologia dos canabinoides parece ser distinta dos medicamentos oncológicos existentes e pode oferecer uma opção única e possivelmente sinérgica para o futuro tratamento do glioma”, concluem.

Sem dúvida, é um caminho aberto para o potencial uso terapêutico de canabinoides na oncologia, para além da indicação paliativa, e promete escrever um novo capítulo em uma história que está longe de representar consenso.

Para entender o uso medicinal da Cannabis e dos canabinoides é preciso compreender um sistema biológico que envolve endocanabinóides e receptores canabinoides em permanente interação. “Esse é um processo evolutivo na biologia e foi identificado inicialmente na Hydra vulgaris, um organismo multicelular que existe há 600 milhões de anos e tem o primeiro sistema nervoso funcional sem ter cérebro. Para nossa surpresa, esses receptores canabinoides inicialmente detectados no tecido nervoso, também foram identificados nas células do sistema imune e – mais ainda – foram detectados em células neoplásicas”, explica Leandro Cruz Ramires da Silva, cirurgião oncológico e mastologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais.

A partir desse achado, a literatura de ciência básica passa a descrever uma complexa cadeia de interações. “Quanto mais indiferenciado é o tumor, quanto mais agressivo do ponto de vista histológico, maior a expressão de receptores de canabinoides na superfície celular. Por sua vez, esses receptores interagem com endocanabinóides, especialmente a anandamida e o 2-araquidonoil glicerol, desencadeando diferentes mecanismos com ação antineoplásica”, prossegue o mastologista mineiro, atual presidente da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal”.

Assim sendo, podemos concluir que a cannabis tem grande utilidade para ajudar no tratamento do câncer em virtude da sua comprovada eficácia analgésica e antiemética, isto é, para ser utilizada para amenizar a dor relacionada à patologia e para aliviar as náuseas e vômitos causados pela medicação quimioterápica. 

Além disso, um número crescente de estudos pré-clínicos vêm constatando que os canabinoides também podem inibir o crescimento e a proliferação de células cancerosas por meio da modulação de receptores canabinoides.

Conforme constatado na publicação citada neste artigo, mais pesquisas se fazem necessárias mas não resta dúvidas que existe um caminho aberto para comprovar o potencial uso terapêutico antitumoral dos canabinoides, além da sua já conhecida indicação paliativa nos tratamentos de câncer.

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Autor

ReMederi

A Remederi é uma empresa brasileira de saúde, com a missão de promover qualidade de vida por meio do acesso a produtos, serviços e educação sobre Cannabis medicinal.

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