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Antidepressivos que não precisam de receita: vale a pena usar? Veja alternativas

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Antidepressivos que não precisam de receita podem ser uma tentação para quem precisa controlar a depressão ou melhorar o estado de humor.

Contudo, passar por cima da autorização médica não ajuda em nada a resolver o problema.

Pelo contrário, medicamentos para depressão ou ansiedade ingeridos sem receita tem grande potencial de causar danos ainda maiores.

Segundo uma pesquisa divulgada na CNN Brasil, 11,3% dos brasileiros foram diagnosticados com depressão em 2021, o que representa o aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

É um novo grupo de pessoas em busca de medicamentos antidepressivos, muitas vezes sem a prescrição médica.

Se esse é o seu caso, vale ficar ligado nas dicas deste texto.

Você vai entender se pode ter acesso a esse tipo de remédio sem a receita.

E também vai  conhecer uma saída natural e de baixo risco para quem sofre de depressão sem os riscos dos antidepressivos: o canabidiol (CBD).

Leia até o final e veja de que forma ele pode ajudar a melhorar a sua qualidade de vida.

Existem antidepressivos que não precisam de receita?

Todos os antidepressivos precisam de receita, sem exceção. Não é possível comprar um antidepressivo sem receita.

No Brasil, a questão não é a necessidade ou não de indicação médica, mas a desobediência de parte da população que abusa da automedicação, um hábito comum a 77% dos brasileiros.

O que se observa é uma verdadeira “cultura” do uso indiscriminado de medicamentos sedativos, psicóticos, ansiolíticos e antidepressivos.

Claro que existe a conivência de estabelecimentos que atuam na clandestinidade, vendendo fármacos controlados sem receita.

Porém, o principal problema é a falta de informação.

Pessoas informadas e conscientes não se arriscariam a comprar uma substância que, mesmo trazendo um alívio temporário, pode prejudicar sua saúde no longo prazo.

Remédios para depressão comprados sem receita

Portanto, ao falar de antidepressivos comprados à revelia do médico, estaremos sempre nos referindo às pessoas que compram esse tipo de medicação por conta própria.

Alguns são encontrados no mercado negro em razão da alta demanda.

A Amitriptilina, por exemplo, traz riscos quando ingerida sem controle, e seus efeitos adversos mais frequentes incluem tontura, sonolência e boca seca.

Em um nível mais grave de efeitos colaterais, temos o ganho de peso, dor de cabeça e alterações no paladar.

O mesmo acontece com a Nortriptilina, um remédio para depressão que também pode causar ganho de peso, além de retenção urinária.

Em uma outra classe de medicamentos comumente comprados sem controle estão o Diazepam e o Clonazepam, ambos para tratamento da ansiedade.

Comprar antidepressivo sem receita vale a pena?

Existe uma linha muito tênue que separa o uso indiscriminado de antidepressivos e o vício.

Uma matéria no jornal Correio Braziliense destaca o uso desses medicamentos como entorpecentes.

Segundo a reportagem, a polícia sabe que esse comércio é estimulado com a emissão de receitas falsas e até desvios de produtos em unidades de saúde públicas.

Também há aqueles que adquirem com a ajuda de familiares e amigos, que compram com receita e repassam para terceiros – inclusive para fins recreativos.

Um dos fármacos mais buscados com essa finalidade é o Rohypnol, um antidepressivo frequentemente consumido com álcool e outras drogas para potencializar seus efeitos alucinógenos.

O resultado dessa mistura explosiva não poderia ser outro que não seja a dependência química, chegando até a morte por overdose ou acidentes nos casos mais graves.

Portanto, comprar remédios para depressão sem receita não só não ajuda a controlar a doença como pode levar à uma outra: a adicção (vício em drogas).

Quais os riscos de um remédio para depressão sem receita?

Seja qual for o motivo, uma coisa é certa: não vale a pena ir em busca de antidepressivos que não precisam de receita.

A lista de possíveis efeitos adversos é bastante extensa, o que de cara já elimina qualquer benefício que possa se esperar.

No início, esses efeitos são até brandos, levando o usuário a achar que pode continuar a usar sem problemas mais graves.

Essa é a “armadilha” das drogas (mesmo as lícitas).

Entorpecidas pelos efeitos sedativos e alucinógenos, as pessoas passam a ignorar que não podem controlar o seu uso.

Com o tempo, o organismo cria resistência à substância, o que exige doses cada vez maiores ou mais fortes.

Se o consumo desenfreado não for contido a tempo, o que antes eram efeitos colaterais amenos podem evoluir para uma overdose, levando a pessoa a óbito.

Veja na sequência quais os efeitos mais comuns e as complicações que podem causar.

Intoxicação

O sintoma mais frequente do consumo excessivo de antidepressivos é a intoxicação.

Esse é um risco iminente entre as pessoas que usam sem receita os antidepressivos tricíclicos.

A intoxicação pode se manifestar na forma de reações como:

  • Confusão
  • Convulsões
  • Hipertermia
  • Parada cardíaca
  • Pupilas dilatadas
  • Sonolência
  • Taquicardia
  • Visão turva.

Embora a intoxicação possa ocorrer em intervalos de tempo variáveis, em geral, ela acontece cerca de seis horas depois da ingestão do medicamento.

Nas primeiras duas horas depois do uso, os primeiros sinais podem se manifestar, afetando os sistemas nervoso autônomo periférico e central, bem como o sistema cardiovascular.

Problemas na gestação

Mulheres grávidas precisam redobrar os cuidados, já que a automedicação representa risco para si mesmas e para o bebê em desenvolvimento.

Sobre essa questão, o site MSD traz um dado preocupante: metade das gestantes usa álcool, tabaco ou toma remédios sem receita.

Esse é um comportamento de risco que pode gerar graves consequências para o feto, boa parte delas irreversível.

O bebê pode desenvolver ainda na placenta defeitos congênitos que o acompanharão por toda a vida.

O consumo de substâncias sem controle reduz a oferta de oxigênio pela placenta, fazendo com que o bebê nasça com sérias deficiências nutricionais.

Isso sem contar o risco de parto prematuro, que é acentuado quando a gestante se arrisca a consumir antidepressivos sem controle médico.

Perda de memória

O processo natural de envelhecimento leva à inevitável perda de neurônios ao longo da vida.

E é importante lembrar que são eles os responsáveis pelas sinapses no cérebro, a troca de impulsos elétricos que garante o raciocínio e a retenção de informações.

Felizmente, há evidências científicas de que essa perda é compensada pela maior quantidade de conexões que cada neurônio faz, desde que sejam exercitados.

Um estudo publicado no Jornal de Psiquiatria (em inglês), por exemplo, traz dados importantes a respeito disso.

Os pesquisadores constataram em uma amostra de pacientes que mais de 20% deles, todos com transtornos de ansiedade, relataram perda de memória após seis meses de terapia com inibidores de serotonina, um tipo de antidepressivo.

Cansaço

Além de não existirem antidepressivos que não precisam de receita, na maior parte dos casos, os efeitos colaterais são o oposto do esperado.

Ou seja, em vez de dar mais energia e disposição, o uso indiscriminado desse tipo de fármaco drena as forças de seus usuários.

Na maior parte dos casos, o cansaço da depressão é agravado, levando a pessoa a se sentir permanentemente fatigada.

Sem energia, ela só encontra refúgio nos medicamentos, o que a faz mergulhar ainda mais fundo no ciclo da adicção.

Por essa razão, na maior parte dos tratamentos contra a depressão, é indicada terapia não medicamentosa como recurso para gerar motivação interior.

Sonolência

Associada ao cansaço está a sonolência, um efeito adverso típico entre os que tomam antidepressivos sem receita.

Assim, é adicionado mais um problema para quem sofre de depressão, já que a sonolência diurna interfere na realização das atividades normais.

Esse é um risco ainda maior para quem tem propensão ou já sofre de parassonias graves, como a narcolepsia.

Isso sem contar a perda de qualidade de vida, principalmente nas atividades laborais. 

Uma pessoa sonolenta também terá dificuldades para se relacionar, estudar e se concentrar, até mesmo nas tarefas mais simples.

Perda de coordenação motora

Não é por acaso que, nos exames de habilitação para veículos pesados, o motorista seja testado para a presença de substâncias entorpecentes.

Os antidepressivos estão entre elas, já que, assim como outras drogas, alteram a percepção e reduzem os reflexos.

O mesmo se aplica aos trabalhadores que operam máquinas pesadas ou que apresentam algum risco em seu manuseio.

Vale destacar aqui uma pesquisa da ABRAMET, segundo a qual, 42% dos acidentes são causados por motoristas afetados pelo sono e lapsos de atenção.

Redução dos reflexos e letargia

Os medicamentos antidepressivos ingeridos sem controle levam a prejuízos nas funções motoras e, consequentemente, à redução dos reflexos.

Há quem apresente sintomas como visão desfocada, associada a uma espécie de letargia.

Novamente, cabe frisar os riscos ainda maiores para quem exerce profissões com elevado risco laboral, como operários fabris e da construção civil.

Dependência

A ciência tem documentado amplamente a dependência química provocada pelo uso de medicamentos controlados sem receita.

Uma matéria no portal Viva Bem, do UOL, ilustra bem a relação que as pessoas acabam desenvolvendo com fármacos como o Prozac, um dos antidepressivos mais conhecidos.

Esse tipo de fármaco é usado, em muitos casos, como um refúgio em momentos difíceis da vida, como a perda de entes queridos ou de um emprego.

Anestesiadas, as pessoas dão continuidade ao uso dos antidepressivos, sem perceber que já estão viciadas.

Algumas conseguem frear a dependência, como revela a reportagem, enquanto outras infelizmente não conseguem detê-la a tempo de evitar o desfecho fatal.

Morte

Em última análise, os antidepressivos podem levar a uma morte prematura, principalmente quando misturados ao álcool e outras substâncias estupefacientes.

Sobre isso, um estudo (em inglês) da Universidade McMaster aponta que o risco de morte para quem toma antidepressivos é 33% maior.

Isso sem contar as mortes por overdose, que acontecem com relativa frequência entre os que usam múltiplos entorpecentes ao mesmo tempo.

O risco de morte está associado à superdosagem, por isso, o acompanhamento médico é fundamental para prescrever não só a dose adequada como o momento do desmame.

Quando a pessoa se arrisca em se automedicar, ela não tem a noção exata da quantidade que pode ingerir, já que está focada apenas no efeito e não nos riscos.

Como vimos, um desses riscos de longo prazo pode ser o pior possível: a perda da própria vida.

Alternativas aos medicamentos antidepressivos

Antidepressivos que não precisam de receita não são a única alternativa para quem precisa superar a doença da depressão.

Existe uma série de terapias e tratamentos de baixo risco que melhoram a qualidade de vida sem os pesados medicamentos controlados.

Um deles é o canabidiol, substância derivada das plantas do gênero cannabis.

Em todo o mundo, ele vem sendo utilizado com sucesso quando as opções convencionais de tratamento falham.

Veja como ter acesso a médicos que receitam canabidiol

O que é canabidiol (CBD)?

Canabidiol, ou CBD, é uma das substâncias ativas encontradas na cannabis.

Ela não deve ser confundida com o tetra-hidro-canabinol, o THC, substância responsável pelos efeitos entorpecentes quando a planta é consumida de forma recreativa.

No caso do CBD, seus efeitos benéficos acontecem em razão da interação com o sistema endocanabinoide, que tem entre suas funções restabelecer o equilíbrio homeostático.

Canabidiol precisa de receita?

No Brasil, a venda de medicamentos contendo CBD é regulada pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Em geral, eles são adquiridos via importação, em um processo controlado para o qual a apresentação da receita médica é obrigatória.

Para tanto, o paciente precisa encontrar um médico prescritor de canabidiol, já que nem todos os profissionais se dispõem a indicar essa substância.

Uma das maneiras de encontrá-lo é recorrer ao site da Remederi, no qual você encontra uma relação atualizada de profissionais que trabalham com CBD.

Como comprar CBD para depressão?

A compra de canabidiol segue um processo detalhado, conforme resumimos a seguir:

1. Consulta e prescrição médicas

O primeiro passo é consultar um médico e obter a prescrição.

Todo médico é habilitado a prescrever cannabis medicinal.

2. Autorização da Anvisa

Com a prescrição em mãos, o próximo passo é solicitar a autorização da Anvisa.

Nós da Remederi podemos fazer esse processo por você.

3. Compra e entrega

Com a documentação em mãos, você poderá comprar produtos de qualidade certificada e receber em sua casa.

Conclusão

Buscar antidepressivos que não precisam de receita é um erro, até porque, como vimos, eles não existem oficialmente.

O melhor a se fazer é recorrer à ajuda profissional para um acompanhamento seguro do tratamento.

Você encontra na Remederi especialistas que vão direcionar a sua busca, indicando a medicação adequada para tratar da depressão e outras enfermidades. Na área de pacientes em nosso site, você encontra um médico prescritor de Cannabis medicinal com agilidade e recebe todos os cuidados necessários.

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Autor

ReMederi

A Remederi é uma empresa brasileira de saúde, com a missão de promover qualidade de vida por meio do acesso a produtos, serviços e educação sobre Cannabis medicinal.

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